Quando amar as planilhas – e quando deixá-las.

Blog Get Off The Spreadsheet Hero

Por que todo mundo ama planilhas 

Se existe uma ferramenta que mantém sua posição de poder no ambiente de trabalho, é a planilha. A Microsoft lançou o Excel em 1985, e ele continua sendo o software de planilhas mais popular, com centenas de milhões de usuários no mundo todo. Usuários iniciantes conseguem navegar e até se entusiasmar com fórmulas facilmente, e usuários avançados fazem o Excel brilhar com cores personalizadas e funções impressionantes. 

Nota: sou apenas três anos mais novo que o Excel. Alguns anos após entrar na faculdade, percebi em pânico que nunca tinha usado a ferramenta, mas que habilidades básicas a avançadas em Excel eram necessárias para entrar no mercado de trabalho. Compartilhei minha frustração com minha mãe, que nunca teve um computador nem trabalhou em escritório. Ela respondeu: “Aquela coisa de grade? Já usei. É fácil. É divertido!”

“Divertido?”

Sim. Acontece que algumas pessoas adoram Excel, veneram planilhas e celebram tabelas dinâmicas por toda sua capacidade de resolver problemas e visualizar dados.

Supremacia das planilhas 

Embora eu pessoalmente não descreva planilhas (olhando para você, Excel e Google Sheets) como algo divertido, muitas pessoas o fazem. Para o restante de nós, que esquecemos certas funções quando não as usamos regularmente, existem até aqueles ímãs fofos de referência para deixar ao lado do computador como lembretes úteis. Para quem tem memória muscular forte com planilhas, elas podem ser muito prazerosas — e funcionalmente prazerosas também. É raro um software ser ao mesmo tempo intelectualmente estimulante e relaxante como um jogo de palavras cruzadas, além de trazer benefícios reais para o trabalho. Mesmo para alguém que não domina a “magia” do Excel, consigo imaginar que a satisfação de apresentar planilhas bonitas, organizáveis e exploráveis deve ser imbatível. 

O problema com as planilhas 

Não há nada de errado com planilhas… o problema é que as pessoas passaram a gostar tanto delas que assumem que a resposta para organizar qualquer tipo de dado é usar uma planilha. Festa infantil no parque? Planilha. Entregáveis de uma campanha de marketing precisam ser organizados? Planilha. Dominação mundial em andamento? Suspiro. Planilha. 

No entanto, alguns tipos de dados podem ser melhor gerenciados com ferramentas mais adequadas. Estamos falando de: 

Dados de alto volume

Muitas organizações financeiras e contábeis observaram que, à medida que mais dados são inseridos em planilhas, surgem problemas. Manutenção manual, erro humano e travamentos causam impactos sérios. Para dados em grande escala que exigem precisão e agilidade, organizações frequentemente recorrem a sistemas mais seguros e automatizados.

Dados de alta manutenção

Se você está organizando dados fixos, planilhas funcionam muito bem: estruturar, inserir e revisar. Porém, quando se trata de dados que exigem atualizações constantes, planilhas podem se tornar tediosas e consumir muito tempo. A inserção manual aumenta a probabilidade de erro humano, e cada atualização eleva o risco de registros incorretos.

Planilhas em stacks criativos: ferramenta confiável ou dinossauro lento? 

Para equipes criativas, stacks tecnológicos evoluem constantemente para atender às demandas crescentes de produção. Antes de dizer “não, eu uso planilhas o tempo todo”, vale refletir onde elas já foram substituídas no seu fluxo de trabalho: 

  • O planejamento de conteúdo era feito quase totalmente em planilhas, mas ferramentas como Monday e Asana tornaram esse processo muito mais estruturado e eficiente.  
  • Métricas de desempenho eram registradas manualmente, mas hoje a maioria exporta dados diretamente do Google Analytics, ferramentas de social media e outros sistemas. 
  • Etapas inteiras da produção de e-commerce podem ser acompanhadas em ferramentas como CreativeForce, com muito menos esforço manual do que uma planilha complexa. 

Planilhas são a melhor escolha para controle de licenças de fontes? 

Um ponto que chama atenção é quantas equipes criativas gerenciam licenças de fontes simplesmente colocando tudo em uma planilha. Quando chega o momento de revisar um projeto, essa planilha serve como referência para validar entregas e garantir conformidade. Isso atende a uma necessidade, mas há sinais de que não é a melhor ferramenta.

Nosso relatório State Of Risk In Creative Operations (em inglês) revelou que 49% das equipes usam planilhas ou sistemas manuais para gerenciar licenças de fontes. Ainda assim, 62% dos profissionais se preocupam com o uso de fontes não licenciadas. Essa diferença sugere que planilhas, sozinhas, não oferecem a visibilidade necessária.

Lembra quando falamos que volume é um fator crítico para o uso de planilhas? Isso se aplica diretamente à gestão de licenças de fontes, considerando a enorme quantidade de fontes em uso. Por exemplo, a gestão desorganizada de licenças de uma única fonte entre milhares pode levar à compra (ou recompra) não planejada de licenças — muitas vezes de forma emergencial, dependendo do projeto.

Por que isso acontece? Porque inserir manualmente todas as informações de licenciamento em uma planilha é trabalhoso e propenso a erro, especialmente em larga escala e sob pressão. 

Além disso, não basta armazenar essas informações — é preciso compará-las durante revisões de projeto. É aí que a ineficiência dispara. 

Verificar manualmente fontes em uso comparando com uma planilha central é tedioso, sujeito a erros, pouco confiável e consome horas faturáveis. O ideal seria validar em múltiplos momentos do processo criativo, mas o tempo e esforço necessários tornam isso inviável. Felizmente, existe uma alternativa melhor.

Use seu gerenciador de fontes para controlar licenças e detectar problemas 

Soluções modernas reúnem os benefícios das planilhas em ferramentas mais eficientes — e é isso que fizemos com nossa solução. Trata-se de uma gestão de fontes avançada que reduz a dependência de planilhas para rastrear, comparar e reportar licenças, permitindo revisões mais rápidas com mínimo esforço manual. 

Curioso: durante os primeiros anos da minha carreira, eu nem precisei atualizar planilhas. Porque as ferramentas que eu usava já geravam relatórios automaticamente. 

Por que revisões de projetos deveriam nos levar de volta à Idade da Pedra? 

Observação: quando finalmente comecei a usar planilhas, descobri que eram bem fáceis… porque comprei um daqueles ímãs de referência de funções que mencionei antes.

Como equipes criativas lidam com processos complexos?

Quer saber como profissionais de operações criativas enfrentam desafios como controle de licenças de fontes? Nosso relatório State Of Creative Operations 2024 destaca tendências e lacunas do setor.